Você já ouviu falar em royalties, mas ainda tem dúvidas sobre o que exatamente esse termo significa? O termo “royalty” vem do inglês antigo “Royal”, que corresponde “àquilo que pertence ao Rei” e remete às antigas taxas pagas pelos súditos aos reis para o uso das terras e outros serviços da realeza. O conceito, adaptado para o cenário brasileiro, se traduz como um privilégio que pertence a uma marca, e deve ser respeitado pelos seus utilizadores.
Para um investidor, empreendedor ou franqueado, saber o que são royalties é essencial antes de qualquer ação envolvendo os direitos autorais de outra empresa.
O que são royalties?
Os royalties representam uma quantia que deve ser paga a um proprietário, físico ou jurídico, pelo direito de uso, exploração ou comercialização de um bem, como:
- produtos;
- serviços;
- obras;
- marcas;
- terrenos;
- patentes.
Nesse caso, se o indivíduo desejar utilizar a propriedade intelectual de uma pessoa física, deve realizar o pagamento de um valor, que define o que são royalties.
Muitas pessoas acreditam que a patente de uma invenção impossibilita o seu uso no futuro. No entanto, é possível reproduzir um produto ou marca mediante essa taxa, que se torna essencial no mercado financeiro.
É comum encontrar essa tarifa em contratos de franquias, investimentos e na comercialização de tecnologias e produtos registrados por terceiros.
Quais são os tipos de royalties?
Para entender o que são royalties, é importante conhecer os tipos de taxas que existem, sendo do setor público ou privado.
Os pagamentos do setor público são voltados para o Governo, enquanto os privilégios privados, os mais comuns, se referem à corporações, instituições e pessoas físicas sem vínculos ministeriais.
No entanto, os tipos de royalties não são aplicáveis a qualquer bem, somente aos que possuírem registro intelectual em nome da companhia referida.
As categorias não costumam se mesclar, pois as propriedades do setor público não são compartilhadas com o setor privado, e vice-versa. Geralmente, os bens possuem uma única patente, com um proprietário exclusivo.
Sendo assim, seguem alguns exemplos práticos:
- Franquias: quando você abre uma unidade de uma rede conhecida (como uma escola de idiomas ou cafeteria), paga royalties pelo uso da marca, do know-how e do suporte do franqueador.
- Música e literatura: autores e compositores recebem royalties sempre que sua obra é reproduzida, vendida ou executada publicamente.
- Petróleo e mineração: empresas que exploram recursos naturais em determinada região pagam royalties ao governo ou aos proprietários da terra.
- Licenciamento de produtos e tecnologia: empresas podem usar uma patente, fórmula ou software pagando royalties a quem a desenvolveu.
Principais tipos de royalties:
- Royalties de marca – Pagos pelo uso de nomes, logotipos e identidade visual (ex: franquias e licenciamento de produtos).
- Royalties de propriedade intelectual – Referem-se a invenções, patentes, softwares ou know-how tecnológico.
- Royalties autorais – Comuns no setor artístico, literário e musical.
- Royalties de recursos naturais – Presentes nas indústrias de energia, mineração, petróleo e gás.
Por que os royalties são importantes no mundo dos investimentos?
Os royalties representam uma fonte de receita passiva e contínua. É por isso que muitos investidores buscam participar de modelos de negócio que envolvem franquias, licenciamento ou fundos ligados à exploração de recursos.
Além disso, existem fundos de investimento que pagam dividendos com base em receitas de royalties — uma forma de diversificar sua carteira com ativos ligados a marcas, produtos ou recursos naturais.
E onde entra o câmbio?
Quando esses contratos envolvem partes internacionais, os royalties são pagos em moedas estrangeiras, exigindo operações de câmbio seguras e eficientes.
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